segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mídia, influencias e tecnologia

    Muitos acusam a midia de ser um meio de comunicação maldito que só serve para nos manipular para termos uma “opnião formada” sobre tudo, desde o “padrão” de beleza ao modelo de família “ideal”.

    De certa forma o que vemos e ouvimos são influências, assim como tudo neste mundo, porém cabe a nós (somente a nós) o discernir estas influências, distinguir se o que passa na TV é o que achamos ou não, temos inteligência portanto, não somos obrigados a concordar com tudo que se passa ou se fala nas diversas mídias e propagandas que nos rodeiam.

    Se nas propagandas em geral as pessoas tem um esteriótipo padrão, (como por exemplo, capas de revistas e comerciais com mulheres semi-nuas, “saradas”, loiras e maquiadas), só porque aquele é o padrão de beleza adotado por eles, não significa que você deve concorar e achar que somente aquele “estilo de beleza” que você pode gostar e adimirar.

    Somos bombardeados de informações inúteis e muitas vezes fúteis, ao ligar o computador, o rádio, a televisão ou simplesmente ao sairmos para ir comprar pão, sempre vamos ver diversas propagandas e diversos tipos de informação (revista, jornais, televisão, sites de relacionamento, blogs e etc), explosão de informação, muitas informações para pouco tempo informações essas de maior parte sem a menor importância alguma.

    Algo que nunca paramos para observar é, como isto pode estar acabando com a capacidade de pensar, não só os jovens e adolescentes, mas também os adultos, é possível que uma criança absorva mais informação assistindo TV ou “navegando” na internet do que um adulto lendo o New York Times? É possível que programas infantis tenham mais informações úteis do que um jornal?, garanto que é bem possível, afinal tudo é noticia e tudo é informação, mas nem tudo merece tanto da nossa atenção.

    O jornalista e humorista Marcelo Tas deu uma palestra sobre tecnologia, os temas mais abordados foram o quanto a tecnologia pode estar fazendo os jovens se acomodarem perdendo assim a capacidade de criar e pensar, algo q ele disse foi: “... é possível que um jovem fique oito horas no computador e não aproveite nehuma informação? É. Também é possível que um “cara” fique jogando dominó por oito horas sem lembrar de nada e sem aproveitar nenhuma informação? É. Também é possível alguém ir a missa e não aproveitar nenhuma informação? É... Mas, É possível que um cara fique na missa e saia espiritualizado, e que um jovem aprenda na internet, não vou dizer que não é, o problema não é a tecnologia mas como a utilizamos”, tudo isso é muito relevante, independente de tudo o que dizem podemos simplesmente não aceitar tudo que tentam nos impor, só porque dizem que os jovens não sabem assimilar diversão e cultura, saber e entretenimento, não significa que isso é real, não significa que vamos reproduzir um “tipo” de comportamento por que “dizem” que tem de ser assim.

    As influências existem não posso negar, mas elas nuncas vão poder impor nada, pois não exitem influências capazes de fazer isso, um ditado que uso muito é “Não existem influências e sim pessoas influenciaveis”, não estou negando a existencia das influências mas sim o poder que todos dizem que elas tem.

    Não tente impor a ninguém que as influências da midia estão erradas, pois assim você estará se igualando a elas, porém lute para que entendam o seu ponto de vista, concordando quem quiser, a opinião é um bem muito valioso e, não devemos a corromper “forçando-a” a mudar, a opinião tanto a nossa quanto a dos outros é valiosa e só deve (deveria) mudar através da reflexão.

    Será que estamos sendo pessoas “influenciaveis” e cedendo as pressões da mídia, não só da mídia como da sociedade?, será que a mídia influencia a sociedade ou a sociedade que a influencia?, será que temos personalidade e opinião própria? Será que estamos vivendo nossas vidas do jeito que queremos ou do jeito que achamos que queremos? Vale a pena refletir e pensar em que somos e como realmente somos? Será que o que queremos ser é o certo para dizer que somos? Será que o que queremos ser é o que somos, ou queremos ser algo que não somos? Essas perguntas são confusas mas não são impossíves de se responder, para responde-las precisamos de uma opinião sincera e individual, e muito pessoal, precisamos saber quem realmente somos.

    Temos de filtrar o tipo de informação que adiquirimos diariamente, sem deixar de demostrar que não só somos capazes de pensar e equilibrar diversão e entretenimento, como também somos capazes de dar devida atenção aos estudos e, a capacidade de criar e desenvolver o nosso cérebro.

    Pense e reflita, muitos lutaram por essa liberdade (por mais falsa que seja, de certa forma temos parte dela e podemos utilizá-la expondo nossa opinião)

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